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Proteínas da seda servem para conservar vacinas

Kioskea segunda 9 de julho de 2012 - 19:16:04


(Arquivo) A estrutura de seda pode se adaptar a uma série de formas, como microsseringas

Uma nova tecnologia permite o uso de proteínas da seda para fabricar uma espécie de invólucro molecular que permite armazenar vacinas e antibióticos sem refrigeração durante anos.

Uma nova tecnologia permite o uso de proteínas da seda para fabricar uma espécie de invólucro molecular que permite armazenar vacinas e antibióticos sem refrigeração durante anos, segundo um trabalho publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

A estrutura de seda pode se adaptar a uma série de formas, como microsseringas e microvesículas, que permitem a esses medicamentos não-refrigerados serem armazenados e administrados em um único recipiente.

As vacinas e os antibióticos podem, desta forma, ser preservados em temperaturas de até 60°, garantem os autores do trabalho, publicado na versão eletrônica dos Anais da Academia das Ciências americana.

A proteína da seda tem uma estrutura e química únicas, que a tornam mais robusta e resistente à umidade, e estável em temperaturas extremas. Além disso, é biologicamente compatível, assinalam os pesquisadores.

Estas propriedades são de grande utilidade para estabilizar "os antibióticos, as vacinas e outros medicamentos", explica o principal autor do estudo, David Kaplan, engenheiro biomédico da universidade de Tufts, em Massachusetts.

"O fato de que também podemos transformar a seda em microsseringas representa uma enorme vantagem, que pode proporcionar uma grande quantidade de oções úteis para estabilizar e distribuir estes medicamentos", acrescenta o pesquisador, que estuda a seda há 20 anos.

A maioria das vacinas, enzimas e anticorpos, bem como muitos antibióticos e outros medicamentos, deve ser refrigerada desde a produção até a entrega, para que mantenha a sua eficácia, o que representa até 80% do custo da vacinação, segundo estimativas.

As proteínas da seda preservam a eficácia das vacinas contra rubéola, caxumba e sarampo, bem como de antibióticos.

© 2012 AFP

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