Os soropositivos com concentrações elevadas do vírus HIV no sangue e tratados com o coquetel de antirretrovirais Epzicom correm duas vezes mais riscos de desenvolver Aids do que os que recebem o tratamento com o Truvada, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.
Os soropositivos com concentrações elevadas do vírus HIV no sangue e tratados com o coquetel de antirretrovirais Epzicom correm duas vezes mais riscos de desenvolver Aids do que os que recebem o tratamento com o Truvada, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.
Este estudo clínico foi realizado com 1.858 pessoas infectadas pelo vírus da imundeficiência humana (HIV). O objetivo era determinar a inocuidade e a eficácia de quatro coqueteis antirretrovirais tomados cotidianamente mediante um compromido como terapia inicial contra uma infecção por HIV-1.
Dois dos coqueteis testados foram o Epzicom, combinação dos antirretrovirais Abacavir (Ziagen) e Epivir (3TC) comercializado pelo laboratório britânico GlaxoSmithKline e o Truvada, do americano Gilead Science. O Truvada pode ser composto do Sustiva (efavirenz) ou Reyataz (atazanavir) junto com o Norvir (ritonavir).
Entre os 797 pacientes com cargas virais de HIV elevadas - 100.000 cópias do vírus por milímetro de sangue ou mais -, os que foram tratados com Epzicom sofreram duas vezes mais falhas imunológicas que os que tomaram Truvada depois de um período de tratamento de 60 semanas, indicaram os autores do estudo divulado no New England Journal of Medicine de 3 de dezembro.
© 2009 AFP