Tempestade nas Filipinas deixa 140 mortos

Kioskea segunda 28 de setembro de 2009 - 19:19:51


Tempestade nas Filipinas deixa 140 mortos

O balanço da tempestade tropical que arrasou Manila com as priores inundações dos últimos 40 anos subiu para 140 mortos, anunciou o governo nesta segunda-feira, pedindo ajuda à comunidade internacional.

O balanço da tempestade tropical que arrasou Manila com as priores inundações dos últimos 40 anos subiu para 140 mortos, anunciou o governo nesta segunda-feira, pedindo ajuda à comunidade internacional.

O ministro filipino da Defesa, Gilberto Teodoro, também mencionou 32 desaparecidos e 453.033 pessoas que tiveram de abandonar suas casas.

Admitindo que os serviços de emergência "não estão dando conta", o governo filipino lançou um apelo à "ajuda humanitária internacional para lidar com as consequências da tempestade tropical Ketsana", acrescentou o ministro, em mensagem transmitida pela TV.

"A tempstade Ketsana levou nossos serviços de emergência aos seus limites, mas não vamos desistir", declarou a presidente filipina, Gloria Arroyo.

"Neste momento, estamos nos concentrando na ajuda. Começamos a reconstruir as infra-estruturas e ajudamos as pessoas a reconstruirem suas casas", acrescentou.

Manila, uma cidade de 12 milhões de habitantes onde foi decretado o estado de catástrofe natural, foi inundada sábado pelas chuvas torrenciais que acompanharam a tempestade Ketsana.

"O sistema chegou ao limite, assim como as autoridades", admitiu nesta segunda-feira Anthony Golez, responsável pelo Centro de coordenação das catástrofes naturais.

"Estamos acostumados a intervir em uma cidade ou em uma província, mas desta vez todas elas estão pedindo ajuda. Os meios materiais e humanos são insuficientes", explicou.

Sábado, a tempestade Ketsana arrasou Manila por nove horas seguidas. O nível das águas atingiu seis metros em alguns bairros da cidade. Dois dias depois do dilúvio, vários bairros continuam sob as águas.

Refugiados em acampamentos montados às pressas, dezenas de desalojados precisam urgentemente de água, comida e roupas, destacaram dirigentes locais.

"Estamos aguardando mais ajuda. Tentamos fazer o possível aqui, mas precisamos de muito mais", disse à AFP Armando Endaya, chefe da aldeia de Bagong Silangan, onde 3.000 pessoas se refugiaram.

© 2009 AFP

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