A empresa americana de computadores IBM anunciou nesta terça-feira que estuda a estrutura da molécula de DNA, chamada de DNA "origami", como forma de inspiração para uma nova geração de circuitos integrados extremamente pequenos.
A empresa americana de computadores IBM anunciou nesta terça-feira que estuda a estrutura da molécula de DNA, chamada de DNA "origami", como forma de inspiração para uma nova geração de circuitos integrados extremamente pequenos.
O grupo sediado em Armonk (nordeste) está colaborando com pesquisadores do Institute of Technology, na Califórnia, para desenvolver técnicas para a produção de circuitos integrados baseados na estrutura das cadeias de DNA, o que proporcionaria microchips menores e mais poderosos dos que os atuais.
"Essa estrutura oferece um caminho potencial para produzir elementos de uma dimensão mensurável em nanômetros. A indústria ainda está lutando para fazer microchips menores, já que isso abre grandes perspectivas", observou Hinsberg Bill, chefe da litografia, no centro da IBM de Almaden, na Califórnia.
A litografia é atualmente a técnica utilizada para a fabricação de microprocessadores, cujo tamanho já foi reduzido a 22 nanômetros (nm). Segundo a IBM, o "DNA origami" pode permitir a fabricação de componentes de apenas 6 nm, aumentando a sua capacidade de armazenamento e velocidade.
A indústria de microprocessadores continua a se referir à "A lei de Moore", nome do co-fundador da Intel, que postula que o número de microprocessadores que podem ser colocados em um único chip dobra a cada dois anos, refletindo um crescimento exponencial da complexidade e miniaturização dos componentes.
A IBM calcula que o primeiro componente com base no "DNA origami" deve chegar ao mercado em menos de 10 anos.
© 2009 AFP