A OMS "não vê, por enquanto", possibilidade de transmissão da gripe suína na Europa no mesmo nível observado nos Estados Unidos e México, mas a organização acompanha de perto a situação na Espanha e na Grã-Bretanha, declarou nesta terça-feira Keiji Fukuda, número dois da OMS.
A OMS "não vê, por enquanto", possibilidade de transmissão da gripe suína na Europa no mesmo nível observado nos Estados Unidos e México, mas a organização acompanha de perto a situação na Espanha e na Grã-Bretanha, declarou nesta terça-feira Keiji Fukuda, número dois da OMS.
"Os casos observados na Espanha estão vinculados a viagens" aos países afetados, em especial ao México, destacou o vice-diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Na Grã-Bretanha, os casos de infecção também não respondem à definição da OMS de "foco autônomo" da epidemia.
Segundo o último número detalhado da organização e divulgado na manhã desta terça-feira, 54 casos foram diagnosticados na Espanha e 18 na Grã-Bretanha.
Fukuda também anunciou nesta terça-feira que o número total de casos confirmados de gripe suína no mundo ascendia a 1.419, com 30 mortais.
A OMS ativou no dia 29 de abril o alerta 5 de uma escala que vai até 6, indicando a iminência de uma pandemia; a instituição analisa, agora, os sinais de propagação autônoma do vírus em outra região do mundo diferente da América, o que ativaria a fase 6, prenúncio oficial da primeira grande pandemia do século XXI.
"Continuamos a constatar um aumento do número de casos por país", revelou, no entanto o Dr Fukuda anunciando uma nova cifra de 30 mortos confirmados devido ao novo vírus A(H1N1), ou seja quatro a mais que no balanço anterior.
A OMS, que se preocupa com a propagação no hemisfério Sul, com a aproximação do inverno, anunciou nesta terça-feira o envio a 72 países, entre eles o México de 2,4 milhões de unidades de antivirais. Segundo o Dr Fukuda, a remessa será destinada a países em desenvolvimento.
Esses estoques, constituídos de Tamiflu, foram dados pelo laboratório suíço Roche que produz este antiviral considerado eficaz contra o novo vírus.
A OMS, que pediu vigilância aos países, apesar da acalmia no México, origem da doença, organiza uma teleconferência de 150 especialistas internacionais na tarde desta terça-feira.
Os cientistas, muito deles dos países contaminados, devem analisar uma série de questões em suspenso: o tempo de incubação da doença, que poderia ser superior ao de uma gripe normal, a gravidade do vírus -- até o momento forte no México e menos em outros locais -- assim como os grupos considerados mais vulneráveis.
© 2009 AFP