Mundo tenta conter o avanço da gripe suína

Kioskea o Terça 28 de Abril de 2009 às 15:52:35

Mãe e filho desembarcam no aeroporto de Sydney usando máscaras cirúrgicas para se prevenir de infecção por gripe suína

A gripe suína, a provável causa da morte de 152 pessoas no México, avançou ainda mais nesta terça-feira, com os primeiros casos confirmados em Israel e na Nova Zelândia, além de um segundo diagnóstico na Espanha, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que ainda é possível evitar uma pandemia.

A gripe suína, a provável causa da morte de 152 pessoas no México, avançou ainda mais nesta terça-feira, com os primeiros casos confirmados em Israel e na Nova Zelândia, além de um segundo diagnóstico na Espanha, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que ainda é possível evitar uma pandemia.

Um jovem israelense de 26 anos que retornou recentemente do México se tornou o primeiro caso confirmado da doença no país. Outro israelense também foi hospitalizado e está em observação.

Na Nova Zelândia foram confirmados três casos, mas as autoridades consideram que 10 pessoas podem ser portadoras do vírus da gripe suína. Todas estão sendo tratadas com o antiviral Tamiflu e foram isoladas em suas casas.

A Espanha confirmou o segundo caso, em Valencia, depois do primeiro que foi detectado em Almansa na segunda-feira, o que eleva a quatro o total de casos confirmados na Europa. Duas pessoas estão infectadas na Escócia, Grã-Bretanha.

No México, epicentro da doença, três novas vítimas elevaram a 152 o número de mortes prováveis causadas pelo vírus - 20 delas já oficialmente confirmadas -, segundo o ministro da Saúde, José Angel Córdova.

Nos Estados Unidos, com 44 casos diagnosticados, as autoridades da área da saúde já alertaram para a possibilidade de mais vítimas. O presidente, Barack Obama, pediu à população, no entanto, que mantenha a calma.

Os governos do México, dos Estados Unidos e do Canadá - país com seis casos confirmados - buscam uma estratégia comum para conter o vírus.


Israel tem primeiro caso humano de gripe suína

Um jovem israelense de 26 anos que retornou recentemente do México se tornou o primeiro caso confirmado da doença no país. Outro israelense também foi hospitalizado e está em observação.

"Os três países concordaram em realizar reuniões periódicas de coordenação e de troca de informações científicas para enfrentar conjuntamente e com eficácia as atividades de prevenção e contenção", afirmou o ministro Córdova.

Ele revelou ainda que as primeiras suspeitas de que o vírus era de um novo tipo surgiram no estado de Oaxaca, sul do país.

Todo o planeta está em alerta pela doença.

As autoridades da Austrália anunciaram 70 casos suspeitos em praticamente todo o país. Alemanha, Áustria, Holanda e Hong Kong se uniram nesta terça-feira à lista de países com casos suspeitos.

Pacientes são mantidos em quarentena para exames no Brasil, Coreia do Sul, Chile, Colômbia e Peru.

Na China, o representante da OMS, Hans Troedsson, afirmou que o país não tem casos prováveis nem confirmados, mas que várias pessoas estão em observação com sintomas suspeitos.

Na segunda-feira, a OMS elevou o nível de alerta de 3 para 4 em uma escala que vai até 6.


Mexicanos caminham pelas ruas da Cidade do México usando máscaras para se prevenir do vírus da gripe suína

No México, epicentro da doença, três novas vítimas elevaram a 152 o número de mortes prováveis causadas pelo vírus - 20 delas já oficialmente confirmadas -, segundo o ministro da Saúde, José Angel Córdova.

"Isto significa que há um aumento significativo do risco de pandemia, mas esta ainda pode ser evitada", afirmou o número dois da organização, Keiji Fukuda.

"Em uma época na qual as pessoas viajam de avião muito rapidamente por todo o mundo, não há nenhuma região para a qual o vírus não possa se expandir", explicou.

"O vírus já se propagou e por isso fechar as fronteiras ou restringir as viagens não servirá de grande coisa para conter a propagação", completou Fukuda.

A Comissão Europeia também considerou prematuro limitar as viagens aos países afetados pelo vírus, mas vários países, como Grã-Bretanha, França, Itália, Holanda, Luxemburgo e Alemanha desaconselharam viajar ao México. O Canadá fez a mesma recomendação.

A agência de turismo britânica Thomas Cook, cotada na Bolsa de Londres, anulou todos os voos e operações no México durante uma semana.

Nesta terça-feira, as principais Bolsas europeias abriram em baixa, atribuídas pelos analistas à prudência dos operadores ante a propagação da gripe suína.

No México, onde 2.000 pessoas já foram atentidas por apresentar sintomas de gripe suína, das quais mais de 770 permanecem hospitalizadas, a população vive com o temor da epidemia. As aulas foram suspensas até 6 de maio.

© 2009 AFP