Na próxima segunda-feira, o presidente americano, Barack Obama, reverterá mais um ponto da polêmica herança deixada por seu antecessor, George W. Bush, ao anular com um decreto as restrições sobre o financiamento federal para pesquisas científicas com células tronco embrionárias.
Na próxima segunda-feira, o presidente americano, Barack Obama, reverterá mais um ponto da polêmica herança deixada por seu antecessor, George W. Bush, ao anular com um decreto as restrições sobre o financiamento federal para pesquisas científicas com células tronco embrionárias.
O presidente assinará uma ordem executiva anulando a política imposta durante o mandato de Bush, duramente criticada por ter interrompido bruscamente os avanços americanos na luta contra doenças como o mal de Alzheimer, o mal de Parkinson e o diabetes.
A fonte não divulgou o texto exato do decreto, mas confirmou, sob anonimato, que este está de acordo com as linhas gerais sobre o tema defendidas por Obama durante a campanha eleitoral.
O gesto está sendo amplamente comemorado pela comunidade científica, que há anos luta pelo fim das restrições instituídas pelo ex-presidente, mas já despertou a ira dos conservadores e de grupos 'pró-vida', que se opõem radicalmente ao uso de embriões humanos na pesquisa das células tronco.
Tony Perkins, presidente do Family Research Council, condenou a decisão de Obama.
"A notícia de que o presidente Obama abrirá as portas para o uso direto de fundos pagos com o dinheiro do contribuinte para pesquisa com células tronco embrionárias, que defende a destruição de embriões humanos, é um tapa na cara dos americanos que acreditam na dignidade de todas as vidas humanas", afirmou.
Bush proibiu o financiamento público para novas linhas de pesquisa sobre células tronco embrionárias em 2001, permitindo que apenas um número pequeno de estudos já em curso fossem mantidos.
Além disso, o ex-presidente vetou repetidas vezes leis aprovadas no Congresso para apoiar esse tipo de pesquisa.
Quando ainda ocupava a Casa Branca, George W. Bush argumentava que o uso de embriões humanos em pesquisas científicas - que geralmente levam à sua destruição - ultrapassa uma barreira moral, e fez um apelo aos cientistas para que buscassem outros caminhos.
© 2009 AFP