Webmastering - as linguagens do web

Abril 2015


Introduçao o web

O termo “web” designa o serviço Internet que permite navegar através de páginas web. O protocolo utilizado para este tipo de comunicação é o protocolo HTTP (HyperText Transfer Protocol). É por isso que as URL começam por http://.

O protocolo HTTP está actualmente na sua versão 1.1 (especificada pelo consórcio W3C). No entanto, o protocolo HTTPS (protocolo HTTP protegido) é utilizado cada vez mais com a utilização de sistemas de comércio electrónico, porque se trata de um protocolo protegido que permite codificar os pedidos trocados entre o navegador e o servidor.

Hoje, o protocolo WAP (Wireless Application Protocol) permite a um telefone móvel compatível WAP comunicar com a ponte estreita WAP do operador de telefonia móvel. As comunicações serão convertidas seguidamente de acordo com o protocolo HTTP pela ponte estreita. A última versão do protocolo WAP especificada pelo WAP Fórum (a autoridade encarregada de definir o padrão WAP) é a versão 1.1 (do início do ano 2001).

O HTML e as páginas estáticas

O padrão agora estabelecido para a divulgação de documentos na web é a linguagem HTML (HyperText Markup Language). A linguagem HTML permite definir a apresentação do documento bem como as relações hipertextuais para outros documentos com a ajuda de balizas de formatação.

O W3C, o organismo encarregado de estandardizar as normas relativas à Internet (início de 2001) especificou a versão HTML 4.01.

O DHTML (Dynamic HyperText Markup Language), de que se ouve frequentemente falar, não é uma linguagem propriamente dita. Trata-se, na realidade, de um conjunto de linguagens complementares ao HTML e que permitem tornar uma página web mais dinâmica. Estas linguagens são :

  • A linguagem HTML 4.0 ou superior
  • O Javascript, permitindo efectuar operações no navegador do cliente
  • O DOM(Document Object Model) que define uma arborescência de objectos que representam a estrutura do documento. Isto permite, nomeadamente, manipular o conjunto dos objectos contidos no documento.
  • As folhas de estilo (CSS - Cascading StyleSheets), agrupando num mesmo documento a definição dos estilos de cada baliza de uma página web ou de todo um síte.

As páginas web dinâmicas

Chama-se “página web estática” a uma página web constituída por um ficheiro texto que contém código HTML e eventualmente imagens e links para outros documentos. Um site constituído por páginas web estáticas será assim qualificado de “site web estático”. Um site estático será suficiente se contiver apenas algumas dezenas de páginas, mas a sua exploração e a sua actualização podem rapidamente atingir as seguintes limitações:

  • uma manutenção difícil devido à obrigação de alterar manualmente cada uma das páginas (nomeadamente se todas as páginas possuem um mesmo menu)
  • a impossibilidade de mostrar uma página personalizada de acordo com o visitante
  • a impossibilidade de criar uma página dinamicamente, de acordo com as entradas de uma base de dados
  • etc.



É por isso que foram criadas soluções que permitem automatizar a geração de páginas web por parte do servidor. Existem numerosas soluções que permitem aplicar uma linguagem de certificado no servidor web, sendo as mais utilizadas as seguintes :

  • A primeira, chamada CGI (Common Gateway Interface), consistia em interpretar programas (geralmente escritos em perl ou linguagem C) e seguidamente enviar-lhes um conteúdo compatível com o protocolo HTTP.
  • A linguagem ASP (Active Server Pages) da Microsoft permitiu simplificar a escrita de tais certificados, manipulando objectos em VBScript.
  • A linguagem PHP (Hypertext preprocessor) emprega a sua própria linguagem (derivada do C++ e Perl) e permite numerosas funcionalidades (equivalentes às da tecnologia ASP).
  • A linguagem JSP (Java Server Pages) é mais recente entre estas tecnologias. Permite utilizar toda a potência Java para criar páginas web dinâmicas.

Java e a web

O Java foi durante muito tempo utilizado essencialmente para escrever applets, ou seja, pequenos programas executados no navegador do cliente, mesmo dentro de uma página web, permitindo assim tornar a página muito mais interactiva (mas também muito mais lenta).

O Java, actualmente, é principalmente utilizado nos servidores web pelas seguintes razões:

  • é portátil (pode ser executado em qualquer plataforma)
  • Java é seguro (foi concebido para não provocar um erro de execução que pode criar falhas de segurança para o servidor)



Assim, distinguem-se diferentes entidades Java:

  • Os servlets, permitindo efectuar processamentos de acordo com o pedido do utilizador (acesso às bases de dados com JDBC, comunicação com outros servlets graças à tecnologia RMII, pesquisa de anuários LDAP,…) ;
  • As páginas JSP ;
  • Os EJB (Enterprise JavaBeans), componentes do servidor escritos em linguagem Java que permitem aceder aos seus métodos.



As tecnologias Java assentam assim na utilização destas três entidades num servidor de aplicação, ou seja, um servidor específico que utiliza uma máquina virtual Java. Os principais servidores de aplicação são:


O XML


O HTML revelou rapidamente os seus limites, não somente pelo seu número limitado de balizas, mas sobretudo pela impossibilidade de separar o conteúdo da apresentação, o que induz um problema de actualizações simples de apresentação. Assim, o XML apresenta-se como uma metalinguagem, ou seja, uma linguagem que permite definir uma nova linguagem (novas balizas).

Além disso, como o XML separa a apresentação dos dados, é possível trocar documentos no formato XML sem, no entanto, influenciar a sua forma. Isto permite, assim, simplificar a adaptação de um conteúdo a um navegador ou a qualquer periférico de afixação (desta maneira, o WML (Wireless Markup Language) é uma aplicação do XML para a afixação de páginas web em terminais móveis).
A linguagem XSL (eXtensible StyleSheet Language) permite formatar um documento XML com a ajuda de regras de formatação para constituir um documento num outro formato (HTML, WML, PDF, LaTeX,…)

O XML organiza as informações de acordo com uma estrutura arborescente definida pelo DOM (Document Object Model), é assim possível percorrer um documento XML com um analisador sintático (parser), ou seja, um programa que utiliza uma biblioteca de função (API, para Aplicação Programável Interface) que permite ler e alterar um documento XML.

Para uma leitura offline, é possível baixar gratuitamente este artigo no formato PDF:
Webmastering-as-linguagens-do-web.pdf

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