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A codificação CIE / Lab (L*a*b)

Março 2015

A codificação CIE

As cores podem ser percepcionadas diferentemente, de acordo com os indivíduos e podem ser afixadas diferentemente de acordo com os periféricos de afixação.

A Comissão Internacional da Iluminação (CIE) definiu por isso padrões que permitem definir uma cor independentemente dos periféricos utilizados. Para este fim, o CIE definiu critérios baseados na percepção da cor pelo olho humano, graças a um triplo estímulo.

Em 1931, o CIE elaborou o sistema colorimétrico xyY, que representa as cores de acordo com a sua cromaticidade (eixos x e y) e a sua luminância (eixo y). O diagrama de cromaticidade (ou diagrama cromático), com origem numa transformação matemática, representa na periferia as cores puras, ou seja as radiações monocromáticas que correspondem às cores do espectro (cores do arco-íris), localizadas pelo seu comprimento de onda. A linha que fecha o diagrama (que fecha as duas extremidades do espectro visível) chama-se direita do púrpuros, porque corresponde a cor púrpura, composta das duas radiações monocromáticas azuis (420 nm) e vermelhas (680 nm):

 

Diagrama de cromaticidade



Representa-se geralmente o gamut de um dispositivo de afixação traçando no diagrama cromático um polígono que contém todas as cores que é capaz de produzir.

Contudo, este modo de representação meramente matemático não tem em conta factores fisiológicos de percepção da cor pelo olho humano, o que resulta num diagrama de cromaticidade que deixa, por exemplo, um espaço demasiado largo para os verdes.

Em 1960 o CIE criou o modelo Lu*v*.

Por último, em 1976, para remediar as lacunas do modelo xyY, o CIE desenvolve o modelo colorimétrico La*b* (também conhecido sob o nome de CIELab), no qual uma cor é localizada por três valores:

  • L, a luminância, expressa em percentagem (de 0 para o preto a 100 para o branco)
  • a e b duas gamas de cor que vão respectivamente do verde ao vermelho e do azul ao amarelo com valores que vão de -120 a +120.



O modo Lab cobre assim a integralidade do espectro visível pelo olho humano e representa-o de maneira uniforme. Permite por conseguinte descrever o conjunto das cores visíveis, independentemente de qualquer tecnologia gráfica.

Desta maneira, compreende a totalidade das cores RGB e CMYK, é a razão pela qual softwares como o PhotoShop utilizam este modo para passar de um modelo de representação a outro.

Trata-se de um modo muito utilizado na indústria, mas pouco usado na maior parte dos softwares, já que é difícil de manipular.


Os modelos do CIE não são intuitivos, contudo o facto de os utilizar garante que uma cor criada de acordo com estes modelos será vista da mesma maneira por todos!

Para uma leitura offline, é possível baixar gratuitamente este artigo no formato PDF:
A-codificacao-cie-lab-l-a-b.pdf

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