O risco em termos de segurança carateriza-se geralmente pela equação seguinte :
A ameaça (em inglês “threat”) representa o tipo de acção susceptível de prejudicar em absoluto, enquanto a vulnerabilidade (em inglês “vulnerability”, chamada às vezes falha ou brecha) representa o nível de exposição à ameaça num contexto específico. Por último, a medida defensiva é o conjunto das acções implementadas para a prevenção da ameaça.
As medidas defensivas a aplicar não são unicamente soluções técnicas, mas igualmente medidas de formação e sensibilização para os utilizadores, bem como um conjunto de regras claramente definidas.
A fim de poder proteger um sistema, é necessário identificar as ameaças potenciais, e por conseguinte conhecer e prever a maneira de proceder do inimigo. O objectivo deste dossier é assim apresentar um resumo das motivações eventuais dos piratas, calassificar estes últimos, e por último dar uma ideia da sua maneira de proceder para compreender melhor como é possível limitar os riscos de intrusões.
O sistema de informação define-se geralmente como o conjunto dos dados e dos recursos materiais e software da empresa que permite armazená-los ou fazê-los circular. O sistema de informação representa um património essencial da empresa, que convém proteger.
A segurança informática, geralmente, consiste em garantir que os recursos materiais ou software de uma organização são utilizados unicamente no âmbito previsto.
A segurança informática visa geralmente cinco objectivos principais:
A confidencialidade consiste em tornar a informação initeligível para outras pessoas além dos actores da transação.
Verificar a integridade dos dados consiste em determinar se os dados não foram alterados durante a comunicação (de maneira fortuita ou intencional).
O objectivo da disponibilidade é garantir o acesso a um serviço ou recursos.
A não répudiation da informação é a garantia de que nenhum dos correspondentes poderá negar a transacção.
A autenticação consiste em garantir a identidade de um utilizador, ou seja, garantir a cada um dos correspondentes que o seu parceiro é efectivamente aquele que crê ser. Um controlo de acesso pode permitir (por exemplo, por meio de uma senha que deverá ser codificada) o acesso a recursos unicamente às pessoas autorizadas.
A segurança de um sistema informático é frequentemente objecto de metáforas. Com efeito, compara-se regularmente a uma cadeia explicando que o nível de segurança de um sistema é caracterizado pelo nível de segurança do elo mais fraco. Assim, uma porta blindada é inútil numa construção se as janelas estiverem abertas para a rua.
Isto significa que a segurança deve ser abordada num contexto global e nomeadamente ter em conta os aspectos seguintes :
A segurança dos sistemas informáticos limita-se geralmente a garantir os direitos de acesso aos dados e recursos de um sistema implementando mecanismos de autenticação e de controlo que permitem garantir que os utilizadores dos ditos recursos possuem unicamente os direitos que lhes foram concedidos.
Os mecanismos de segurança implementados podem no entanto provocar um embaraço a nível dos utilizadores e as instruções e regras tornam-se cada vez mais complicadas à medida que a rede se estender. Assim, a segurança informática deve ser estudada de maneira a não impedir os utilizadores de desenvolver os usos que lhes são necessários, e de fazer de modo a que possam utilizar o sistema de informação em total confiança.
É a razão pela qual é necessário definir inicialmente uma política de segurança, cuja implementação se faz de acordo com as quatro etapas seguintes :
A política de segurança é por conseguinte o conjunto das orientações seguidas por uma organização (em sentido lato) em termos de segurança. A esse respeito ela deve ser elaborada a nível da direcção da organização interessada, porque se refere a todos os utilizadores do sistema.
A esse respeito, não cabe só aos administradores informáticos definir os direitos de acesso dos utilizadores mas aos responsáveis hierárquicos destes últimos. O papel do administrador informático é por conseguinte garantir que os recursos informáticos e os direitos de acesso a estes estão em coerência com a política de segurança definida pela organização.
Além disso, já que é o único a conhecer perfeitamente o sistema, cabe-lhe fazer aumentar as informações relativas à segurança à sua direcção, eventualmente aconselhar as instâncias de decisão sobre as estratégias a aplicar, bem como ser o ponto de entrada relativo à comunicação destinada aos utilizadores sobre os problemas e recomendações em termos de segurança.
A segurança informática da empresa assenta num bom conhecimento das regras pelos empregados, graças a acções de formação e de sensibilização junto dos utilizadores, mas deve ir além disso e nomeadamente cobrir os seguintes campos :
Distinguem-se geralmente dois tipos de insegurança: