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Macintosh - Introdução

Março 2015

A pequena história do Macintosh

Este artigo tem como objectivo reconstituir a história da Apple (a empresa da maçã) nas suas grandes linhas e, mais particularmente, a do seu produto mais conhecido: o Macintosh.

Steve Wozniak e Steve Jobs são dois colegas e amigos do Liceu a quem devemos a criação das primeiras máquinas Apple. Os seus primeiros passos na construção informática foram na Hewlett Packard (Wozniak), e Atari (Jobs). Foi Steve Wozniak que teve a primeira inspiração, criando o que mais tarde seria o Apple I (estamos em 1976). O seu amigo Jobs incentivou-o, e no dia 1 de Abril de 1976, criaram a companhia Apple Computador, para poder vender o Apple I. Esta primeira máquina não foi um sucesso, e será necessário esperar até 1977 para o Apple II se revelar o primeiro sucesso da empresa.





Para aquela época, as características da máquina eram excepcionais:

  • até 64Ko RAM
  • processador de 1Mhz
  • interface gráfico com 6 cores 280x192, ou 16 cores em 40x48!!
  • (sem disco duro)
  • leitor de disquetes opcional

Apple II

Em 1980, sai o Apple II, e a empresa da maçã contava já com alguns milhares de empregados. Jobs começou a trabalhar no projecto Lisa

Lisa




Mas os directores, insatisfeitos, retiraram-no do projecto. Interessou-se também por outro projeto: Macintosh, um computador pessoal a 500 USD.





Infelizmente, todo o progresso tem um fim, e em 1981, a sociedade conheceu a sua primeira crise: as vendas diminuíram, Wozniak sofre um acidente de avião que põe em causa a sua vida profissional,… e a cereja no topo do bolo, a IBM lança o primeiro PC que, com o apoio do gigantismo da empresa, ultrapassou rapidamente as máquinas Apple.

Jobs compreendeu rapidamente que a Apple tinha necessidade de uma direcção à altura dos seus concorrentes comerciais.
Assim, é Sculley (presidente de Pepsi-Cola) que assumiu a direcção da empresa em 1983 (“Think Diferent” aparece tanto no Macs como na publicidade da Pepsi… acaso ou…??).
A coabitação entre os dois homens não foi a mais fácil.

O lançamento do primeiro Macintosh

Este acontecimento teve lugar a 22 de Janeiro de 1984. Foi um sucesso até ao Natal, quando os compradores começaram a hesitar, pouco convencidos pela falta de ligação para os duros. Em 1985, os desentendimentos entre Sculley e Jobs iam-se agravando. Até que, depois de um estratagema infrutífero de Jobs, o conselho de administração exprimiu-se em prol de Sculley. Jobs demitiu-se. Os meses que se seguiram não foram financeiramente vantajosos.

A capacidade de Sculley para dirigir uma empresa informática foi então posta em causa. Os primeiros conflitos com a Microsoft apareceram: o lançamento de Windows 1.0 foi sujeita a um compromisso que indicava que a Microsoft não utilizaria as tecnologias utilizadas pela Apple. O Mac saiu do esquecimento graças ao aparecimento de instrumentos e softwares de Publicação Assistida por Computador (impressoras PostScript, PageMaker,…).

O lançamento do Mac II

Em 1987, o Mac II confirmou este renascimento, até à difusão da ideia de que o Windows não teria de se preocupar com o desenvolvimento do Macs (1989). Mas clones de PC apareceram, e o lançamento de Windows 3.0 em Maio de 1990, capaz de funcionar em todos os clones, foi uma grande fonte de preocupações para a Apple, que continuava a ser o único fabricante de Macintosh.

O aparecimento do PowerBook


A ideia de conceder licenças a fim de estender a produção de Macs foi abandonada por Michael Spindler, nomeado em Junho de 1993). Em 1991, os primeiros PowerBook apareceram. Foi um grande sucesso. A Apple começava então a estudar os Assistentes Pessoais, que levariam mais tarde ao lançamento do Newton, em Agosto de 1993. O sistema de reconhecimento de escrita, não muito afinado, não obteve um parecer muito favorável por parte dos utilizadores. Em 1994, os primeiros PowerMac chegaram. Estas máquinas, utilizando um processador desenvolvido pelas competências conjuntas da IBM e da Motorola, revelaram-se extremamente capazes de fazer concorrência, ou mesmo ultrapassar, as velocidades dos mais recentes processadores pentium. Paralelamente, foram atribuídas licenças a algumas empresas para construirem clones de Macs que trabalhavam com MacOS (Power Computing, Umax…), mas esta abertura não foi suficiente para preencher o atraso na política comercial da Apple. Além disso, o lançamento do Windows 95 não ajudou. Em Janeiro de 1996, enquanto que a Apple atravessava a sua crise mais grave, o Performa, máquina de baixo custo, foi um novo fracasso, e Spindler foi obrigado a demitir-se. Gil Amelio substituiu-o.

A reestruturação!

No final de 1996, ainda a situação não se tinha alterado, a Apple anunciava a compra de NeXT e a reintegração de Steve Jobs. Esta fusão tinha como objectivo integrar o núcleo NeXTstep no desenvolvimento dos futuros MacOS (projecto Rhapsody, previsto para 1998). No início de 1997, Amelio teve de se demitir, pois não teve êxito na recuperação da empresa. Jobs recebe então funções mais vastas na empresa, e não hesita em tomar decisões destinadas a reestruturar a empresa da maçã. Em Agosto de 1997, aquando do MacWorld de Boson, Jobs orientou o seu discurso no sentido da novidade e da mudança, incluindo o anúncio de novas campanhas publicitárias, de novos Macs, do avanço de Rhapsody, e sobretudo um acordo assinado com a Microsoft. Este acordo permitia às duas empresas a troca de patentes durante 5 anos, a Apple oferecia 150 milhões de dólares em acções à Microsoft, e a Microsoft pagava uma soma indefinida à Apple para os problemas de propriedade intelectual aparecidos aquando do desenvolvimento do Windows.

No que respeita aos clones, que afinal roubava mais clientes à Apple, sem aumentar as vendas de Macs, Jobs tomou a decisão de recuperar as licenças que tinham sido atribuídas, parando assim as produções dos fabricantes.

Em Novembro de 1997, Jobs anuncia que a venda de Macs se faria a partir desse momento também em directo: pela Internet ou por telefone. Anuncia também o lançamento do PowerMac e do PowerBook G3. A Apple Store tornou-se numa semana o terceiro maior site de comércio electrónico na Web.

O iMac!

Em Janeiro de 1998, Jobs anunciou o primeiro resultado positivo desde mais de um ano. Em Maio, apresentou o lançamento para breve de um novo tipo de Mac: o iMac, oferecendo um compromisso potência/preço destinado a satisfazer os utilizadores básicos. Explicou igualmente que o projeto MacOS X assentaria não somente no Rhapsody (a tecnologia NeXT), mas também no MacOS 8. O ano de 1998 foi um ano cheio de lucros para a Apple, com os iMacs a venderem-se muito facilmente. Em 1999, o lançamento do PowerMac G3 Branco Azul, e o anúncio da saída do iBook mantiveram a vaga de movimento. Seguidamente foi o anúncio da geração de PowerMacs G4.

Em Janeiro de 2000, o lançamento dos iTools, instrumentos dedicados à Internet, demonstrou a nova estratégia resolutamente orientada para Internet da firma da maçã, e Steve Jobs anunciava que permanecia na direcção da empresa.

escrito por Tittom (Visitar IRCMania)

Para uma leitura offline, é possível baixar gratuitamente este artigo no formato PDF:
Macintosh-introducao.pdf

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